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Antibiótico…

Eu concordo com essa lei de controlar o uso de antibiótico. Assim as bactérias não criam resistência aos remédios e as pessoas mudam essa cultura de se automedicarem sozinhas.

Mas parece que alguns médicos estão com medo de receitar antibióticos. Pouco mais de duas semanas atrás eu acordei com uma forte dor de garganta. Essa dor foi evoluindo durante a manhã e no início da tarde eu tinha febre e não conseguir aguentar as dores absurdas no meu corpo. Fui ao PS do hospital mais próximo, três horas para ser atendida. Diagnóstico: uma faringite. Tratamento: prednisona.

Quatro dias depois lá estava eu firme e forte com minha dor de garganta e agora eu apresentava uma dor de ouvido. Lá fui eu novamente no PS, duas horas depois o diagnóstico: faringite e otite. Tratamento: continuar com a prednisona.

As dores não melhoravam. A dor no meu ouvido só aumentava. Duas semanas depois eu ainda apresentava as mesmas dores, agora com mais intensidade. Dessa vez não fui ao PS, acabei indo na clínica do convênio mesmo. A médica constatou uma faringite e otite, ficou chocada ao saber que não tinham me dado antibiótico antes e que eu estava sofrendo a duas semanas. Iniciei o tratamento com o antibiótico e em dois dias parecia que eu não tinha nada.

Fico me perguntando o porquês dos médicos me deixarem sofrendo por tanto tempo. Será que andam com medo de receitar antibióticos? Ou será que eram apenas péssimos profissionais? Não sei, mas sei que assim como eu, muitas pessoas estão sofrendo sem necessidade por conta desse tipo de profissional.

A Série Crepúsculo

A série Crepúsculo nunca ame interessou. Assisti ao filme em DVD e num fui eu quem alugou e, confesso, não gostei do filme. Achei um filminho bem adolescente e não entendi o porquê dessa febre. Resumindo: filminho porcaria, feito apenas para adolescentes imbecis.
Como não gostei do filme acabei não querendo ler os livros, tudo isso somado a minha licença maternidade, que ficamos apenas namorando nossos filhos. Quando voltei da licença me deparei com uma sala de aula repleta de fãs da saga. Lembrei de uma professora da faculdade que sempre nos ensinou a conhecer o que aluno gosta. Resolvi ler os livros agora nas férias.
Enquanto eu devorava os livros eu ficava intrigada em como não conseguia parar de ler aquela história melosa, mas agradável. Não tem segredo, a autora usou a “receita” para best-sellers: retomada de um mito, história de amor (melhor se for impossível) e linguagem fácil.
Dividiu muito bem a história em 4 livros, no primeiro, que dá o nome a série, Crepúsculo, Bella narra o início do amor entre ela e Edward. Aliás Edward é perfeito, o que contribui para o sucesso da séria entre as meninas, relatando um homem que não existe no mundo real.
Nos segundo, Lua Nova (que ainda não vi o filme), o livro inicia-se o triangulo amoroso com Jacob (sim, tem que ter um triangulo amoroso). No terceiro, Eclipse (o melhor dos três) o amor entre Bella e Edward é reforçado e reafirmado. O quarto livro, Amanhecer, é divido em 3 partes e conclui a saga.
Claro que o livro não se resume apenas nas partes “meladas”, ele também é floreado de lutas entre vampiros, vampiros e lobisomens e a caça dos vampiros atrás de Bella. Mas o que chama mais atenção mesmo é o amor descrito no livro. É o bom e velho amor romântico (olha só a retomada de um conceito do século XIX para render o sucesso da série), onde os amantes estão dispostos a dar a própria vida pela pessoa amada.
O fato é que gostei dos livros, são bobinhos e ótimo para meninas. Li os quatro em uma semana. Claro que não são clássicos da literatura universal, mas são bem gostosos para passar o tempo.